Esportes - Superliga europeia de futebol está definitivamente enterrada ?

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Um retumbante fiasco definitivamente enterrado ou apenas uma semente de um projeto com chances de vingar no futuro ? A criação da Superliga por 12 clubes europeus de futebol provocou um terremoto esportivo com réplicas muito além das fronteiras da Europa. A rejeição foi mundial, e o projeto anunciado oficialmente no último domingo voltou para a gaveta apenas dois dias do lançamento, deixando muitas sequelas. Doze potências do futebol europeu, sendo seis da Inglaterra (Chelsea, Tottenham, Liverpool, Manchester City, Arsenal e Manchester United), três da Espanha (Real e Atlético de Madrid e Barcelona) e outros três da Itália (Juventus, Milan AC et Inter de Milão) se uniram na criação da Superliga. O francês Paris Saint-Germain e o alemão Bayern de Munique declinaram do projeto que tinha como principal objetivo criar uma competição alternativa à atual Liga dos Campeões da Uefa. A data de lançamento não foi aleatória, na véspera da Uefa anunciar uma reforma na competição, que passou de 32 para 36 clubes. As reações negativas à Superliga uniram vieram de um painel amplo, incluindo líderes políticos como o premiê britânico Boris Johnson e o presidente francês Emmanuel Macron, de muitos treinadores, jogadores e até ex-ídolos dos gramados europeus. No entanto, o fator fundamental que virou o jogo foi a revolta dos torcedores de vários clubes fundadores da Superliga, principalmente ingleses. Em frente ao estádio Stamford Bridge, em Londres, torcedores do Chelsea, deixaram clara sua oposição à Superliga. "Absolutamente repugnante. Você já viu a onda de fãs do Chelsea, Manchester City, Manchester United, Liverpool e Tottenham e Arsenal. Todos estão no mesmo barco. Nós não queremos isto. Se o Chelsea seguir em frente, abondano esse clube", afirmou o torcedor Clive à BBC. Outro torcedor, do Tottenham, diz ter ficado decepcionado com a decisão dos dirigentes do clube : "Fiquei enojado porque acho que é apenas a ideologia dos proprietários, do presidente, não a opinião do público, dos fãs, dos que pagam o dinheiro, (que) vêm aqui e se sentam e assistem aos jogos. Por isso, quando ontem vi que o clube se retirou junto com outros, eu, fiquei muito feliz". A Fifa também saiu em defesa da Uefa e durante reunião do Comitê executivo, o presidente Gianni Infantino saiu em defesa da entidade que representa as federações europeias, sinalizando ameaças já feitas de privar clubes da Superliga e seus jogadores de competições como a Copa do Mundo. "Na Fifa, só podemos nos opor fortemente à criação da Superliga. Uma Superliga, que é uma clube fechado, que é uma ruptura com as instituições atuais, com as ligas, com as associações, com a UEFA e com a Fifa. E que está fora do sistema. Não há qualquer dúvida da desaprovação da Fifa com esse projeto », ressaltou no discurso. Efeito cascata Diante da tsunami de reações negativas, times ingleses foram abandonando o projeto num efeito dominó, começando pelo Manchester City, na segunda-feira (20). Dois dias depois, na quarta-feira(22), John Henry, americano proprietário do inglês Liverpool, pediu desculpas aos torcedores, ao treinador Jurgen Klopp e aos jogadores por ter embarcado nesta aventura frustrada. "Quero pedir desculpas a todos os fãs e torcedores do Liverpool Football Club pela perturbação que causei nas últimas 48 horas", disse ele. "É desnecessário dizer, mas deve ser dito, o projeto apresentado nunca iria ficar de pé sem o apoio dos torcedores. Ninguém jamais pensou de forma diferente na Inglaterra. Durante estas 48 horas você ficou muito claro que não iria permanecer de pé. Nós ouvimos vocês. Eu ouvi", disse. O naufrágio começou com os ingleses e continuou com os três times italianos. Inter de Milão, AC Milan, e por último a Juventus de Turim, se retiraram do projeto. Na Espanha, Atlético de Madrid também oficializou sua saída, deixando sozinhos no barco, o Barcelona e o Real Madrid, do presidente Florentino Pérez, um dos principais articuladores e primeiro presidente de uma Superliga que mantém a cabeça, mas sem os outros membros, não consegue ficar de pé. Apesar da debandada, Florentino Pérez foi aos microfones da imprensa espanhola durante a semana defender a criação da Superliga europeia e do que seria seu principal trunfo. O projeto dos dirigentes considerados "rebeldes" seria organizar um campeonato com 20 clubes, composto pelos 12 fundadores e mais três permanentes e outros cinco rotativos. Segundo Pérez, a competição visa "salvar o futebol" e por isso, criticou quem se opôs e trabalhou para derrubar essa iniciativa. "Bem, agora temos o trabalho de dizer a todas essas pessoas que o que eles disseram não é verdade, o que eles disseram é que é uma Liga para os ricos e não é verdade. É um campeonato para salvar o futebol baseado na solidariedade. Bem, se eles disserem que os ricos serão mais ricos e os pobres mais pobres. E por que o explicam assim? Porque é do interesse de alguém explicá-lo desta maneira", afirmou na entrevista. "Nós vamos explicar a verdade do que é esta competição e que ela visa salvar o futebol e ajudar os times mais modestos da solidariedade antes que a possibilidade de ajudá-los termine. Porque o futebol vai desaparecer. Mas nós não vamos permitir isso. Vamos trabalhar, vamos conversar com todos e vamos explicar que esta é a boa possibilidade senão a única para salvar os modestos, os médios, os grandes e todos", acrescentou. O presidente da Superliga pode contar com seu aliado, o presidente do Barcelona Joan Laporta, recém eleito para um novo mandato à frente do clube catalão e que pretende lutar pelo projeto. "A postura é de continuar com o planejamento que temos feito, explicando com mais detalhes, com tranquilidade, sem pressa, dialogando com a Uefa, se possível, porque o problema existe e é preciso tentar encontrar uma solução. As dificuldades econômicas dos grandes clubes é uma necessidade, é precisamos encontrar uma solução. O futebol é para os torcedores, e eles querem um futebol de qualidade. E para ter um futebol de qualidade, precisamos de recursos", afirmou. Alerta para dirigentes A ideia da Superliga germinou nos últimos anos, mas acelerou com a pandemia com os grandes clubes europeus sofrendo um grande impacto financeiro. A ideia seria ter maior controle das fontes de receitas, como os direitos de transmissão de tevê. A Superliga já teria como investidor o banco americano JP Morgan, que estaria disposto a investir cerca de 4 bilhões de euros na empreitada. Mas na sexta-feira (23), a instituição se desculpou por meio de um comunicado. “Obviamente, avaliamos mal como esta operação seria percebida pelo mundo do futebol em geral e o impacto que teria no futuro. Vamos aprender as lições”, diz o texto. Não apenas os investidores, mas principalmente os dirigentes de futebol, devem como lembra Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol, em entrevista à RAI. "Parece que hoje tudo está de volta ao normal, uma normalidade que devemos defender. Mas não devemos esquecer que este é um tipo de alerta que deve nos fazer refletir. Significa que algo não está funcionando, que algo merece ser investigado e deve ser um estímulo para aqueles com responsabilidade gerencial. Aceito minha responsabilidade como gerente do futebol italiano, e farei tudo o que puder para encontrar soluções ou, em qualquer caso, propostas que evitem qualquer outra dissidência o mais rápido possíve". Apesar de a maioria dos veículos de imprensa se posicionar e amplificar as reações contrários, o projeto teve a compreensão como a do editor-chefe do prestigioso jornal esportivo italiano Gazetta dello Sport, Stefano Barigelli : "Não é um projeto egoísta. O projeto é um efeito de uma crise econômica e os recursos não foram distribuídos. Neste período de grande crise, a FIFA e a UEFA deveriam ter, como o governo está fazendo em um nível muito superior, dado ajuda financeira a esses clubes. Se tivessem feito, elas teriam uma postura política muito mais forte e seriam inatacáveis". Sem dinheiro, sem a maioria dos clubes, o projeto da Superliga foi nocauteado num primeiro momento pela forte reação negativa, principalmente dos fãs do esporte mais popular do planeta, mas como mostram seus mais ardentes defensores, o projeto ainda não não foi completamente enterrado. Real Madrid e Barcelona não recuaram. O apito final desta jogada, pode ser que ainda não tenha sido soado.

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