Brasil-Mundo - Israel: brasileiros vacinados recebem “passe verde” para ir a academias, hotéis e shows

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Brasileiros que vivem em Israel já começam a desfrutar do “passe verde” que as autoridades locais estão emitindo para quem já se imunizou com as duas doses da vacina contra a Covid-19 ou já se recuperou da doença. O passe, ou passaporte, que entrou em vigor no domingo (21), permite a entrada em academias de ginástica, hotéis, piscinas públicas, shows, teatros, sinagogas e eventos esportivos. Por Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv Quem não tiver esse documento, emitido pelo site e pelo aplicativo do Ministério da Saúde, não poderá frequentar esses lugares, mesmo que já frequente lojas de rua, shoppings, museus e livrarias desde o fim do último lockdown, no começo de fevereiro. O empresário paulista Marco Faldini, de 48 anos, que mora em Israel há quase cinco, já tomou as duas doses do imunizante da Pfizer/BioNTech, e recebeu o seu “passe verde” sete dias depois da segunda dose, quando a vacina alcança seu maior efeito. Ele aproveitou o privilégio para se inscrever em uma nova academia recém inaugurada perto de sua casa, na cidade de Raanana, mas só pode fazer isso apresentando ao funcionário do lugar o documento, que tem um código de barras especial e personalizado. Mas sua esposa, que também já tomou a segunda dose mas ainda não tem o passe, terá que esperar alguns dias para se exercitar na academia. “O cara na hora perguntou: vocês já [se] vacinaram?”, conta Marco. “Nós falamos: já. Ele perguntou: têm o passaporte verde? Eu tenho e a minha esposa não, porque ela [se] vacinou há menos de dez dias pela a segunda vez, e eu, há mais de dez dias. E [o passaporte verde] sai com sete [dias]. Você abre o celular e mostra o passaporte verde emitido pelo governo. Mostrei e com isso entrei e fiquei lá, tudo beleza.” Sem quarentena Outro privilégio do “passe verde” é não precisar fazer quarentena ao voltar de uma viagem ao exterior ou se a pessoa tiver tido contato com alguém infactado pelo coronavírus. Foi o que aconteceu com a carioca Monica Asif, de 42 anos, que está há quase uma década no país. Ela é criadora de conteúdo de viagens e recebeu uma notificação de seu escritório de que todos deveriam entrar em quarentena porque um dos funcionários havia sido infectado pelo coronavírus. Mas, ao contrário de seus colegas de empresa, Monica não precisou ficar os dez dias em casa ou sem poder sair. “Aqui no trabalho, algumas pessoas entraram em quarentena e eu acabei tendo essa vantagem de não parar minha vida”, diz Monica. “No meu escritório, por exemplo, nós somos oito. Três tiveram que entrar [em quarentena], sem contar a pessoa contaminada. Ou seja, metade da equipe está em casa”. Israel é o país que proporcionalmente mais vacinou seus moradores em todo o mundo. Da população de 9,3 milhões habitantes, 3,2 milhões já tomaram as duas doses da vacina. Somando isso com outros 760 mil israelenses que se infectaram com o vírus mas já se recuperaram, 58% da população com mais de 16 anos já tem anticorpos contra a Covid-19. Outros 1,4 milhão já receberam a primeira dose e só esperam pelo reforço. Retomada da economia O “passe verde” poderá ajudar na retomada da economia depois de um ano de fechamento intermitente em Israel. O país passou por três ondas de Covid-19 e por isso instaurou três lockdowns relativamente severos. Muitos empresários fecharam as portas de seus negócios ou tiveram que demitir funcionários, mesmo com a assistência financeira do governo. O “passe verde” também está sendo visto como um privilégio para quem quis ou pôde se vacinar, mas nem todos concordam com este conceito. Alguns reclamam que crianças com menos de 16 anos não são contempladas com o passaporte porque ainda não podem ser vacinadas, mesmo que também estejam livres para frequentar hotéis, por exemplo, apresentando dois exames negativos de coronavírus. Uma minoria antivacina também reclama, atacando a medida como preconceituosa. Em uma passeata em Tel Aviv na quarta-feira (24), alguns chamaram a medida de “apartheid”. Para o brasileiro Marco Faldini, no entanto, trata-se de um cuidado fundamental em tempos de pandemia: “É óbvio que eu fico mais tranquilo quando entro em um lugar onde pedem que todo mundo tenha sido vacinado. Aqui em Israel, a regra é que quando você vai fazer esporte, não precisa usar máscara. Então, se você entra numa academia, você quer que a pessoa que não esteja de máscara do seu lado esteja tão protegida quanto você. Então eu sou a favor”. Modelo para outros países O passaporte de imunização israelense pode, inclusive, servir de modelo para outros países. Inglaterra e Escócia já estariam estudando a implementação de algo semelhante. Para Monica Asif, é uma boa ideia, já que a lógica do “passe verde” é a de proteger quem ainda não foi imunizado e permitir, ao mesmo tempo, a retomada de algo parecido como uma “vida pré-corona”. “Eu olho mais pelo lado lógico da coisa. A pessoa que não [se] vacinou, não tem a imunidade que eu tenho para a doença”, diz Monica. “Se ela não quer se vacinar, então ela vai ter que abrir mão de outras coisas, vai ter que limitar mais a vida dela. É uma questão de escolha. Não acho que é preconceito.” “E por que não ser o modelo?”, continua Monica. “Se a vida começar a voltar ao normal de uma maneira exemplar, do jeito que a gente está fazendo, e aos poucos, porque ninguém está voltando sem organização, então eu acho que sim, acho que a gente pode com certeza ser um modelo”, conclui.

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