Esportes - Em tempos de Covid-19, Paris adota maratona em formato conectado e ecológico

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Após mais de um ano sem maratonas devido à pandemia de Covid-19, os organizadores de eventos esportivos coletivos têm de reinventar suas iniciativas. É nesse espírito que a França realiza nesta semana a Green Runners Week, uma maratona individual para obedecer às restrições sanitárias, mas conectada: uma forma de reunir os participantes, mesmo que seja de forma virtual. O formato da Green Runners Week é um tanto diferente da célebre Maratona de Paris, que até antes da pandemia ocorria nesta época do ano. No total, os inscritos têm sete dias para correr os 42,195 quilômetros que são contabilizados através do aplicativo Strava. "É uma corrida virtual bem flexível. Os participantes puderam correr, por exemplo, 5 quilômetros na segunda-feira, depois 15 quilômetros na quarta-feira... talvez mais 10 quilômetros na quinta-feira e assim por diante. Queríamos que o desafio fosse acessível para todos", diz Edouard Cassignol, diretor da Amaury Sport, empresa organizadora do evento. "Plogging": uma corrida ecológica Como o próprio nome do evento sugere, o desafio dos "green runners", os corredores verdes, não é apenas esportivo, mas também ecológico. Por isso, os participantes são convidados a recolher o lixo que encontram pelo caminho, uma prática chamada de "plogging", já incorporada na rotina de muitos maratonistas. "Nesta manhã, eu fiz um aquecimento de 3 quilômetros de corrida. Depois, em seguida, corri uma semimaratona de 21 quilômetros e isso deu uma hora e 50 minutos. Levo sempre comigo sacos para recolher o lixo. Ainda bem que eu uso luvas! Vou correndo e colocando tudo isso dentro do saco e depois jogo tudo isso no lixo", explica o francês Stéphane. Atualmente, as regras sanitárias em vigor na França proíbem que as maratonas sejam corridas coletivamente. Mas nada impede que elas sejam praticadas em família ou em pequenos grupos que convivem entre si mesmos. É o caso da corredora parisiense Tina, que pretende encarar o duplo desafio: o percurso de mais de 42 quilômetros aliado à limpeza das ruas. "Pelos bosques e em Paris encontramos muito lixo no chão. E eu acho que, diante disso, todo mundo deveria assumir sua responsabilidade. Então, neste fim de semana, vou sair para correr com meus filhos e vamos fazer uma sessão de 'plogging'. Ou seja, vamos recolher o lixo enquanto corremos", diz. O baiano Rogério Sena é maratonista semiprofissional e está participando pela primeira vez de uma corrida neste formato. Para ele, a Green Runners é uma forma de superar os obstáculos da pandemia de Covid-19, mas também de manter o foco no engajamento ambiental. "A gente treina muito, mas não está tendo provas já que elas foram suspensas temporariamente devido à pandemia, então, essa é uma maneira de continuarmos correndo. E o desafio ecológico já faz parte da nossa rotina. Já participei, por exemplo, da 'Corrida dos Oceanos', que é realmente para limpar, e a gente aqui em Paris sai em mutirão recolhendo o lixo nas ruas", relembra. Maratona em tempos de pandemia Em tempos de Covid-19, Rogério explica que o sentimento de coletividade e união entre os corredores, típico das maratonas tradicionais, pode ser compartilhado através do aplicativo na Green Runners Week. "Através desse sistema, é possível saber quanto cada participante correu, quem está na frente, e a gente brinca muito para saber quem vai fazer o melhor tempo, quem vai chegar primeiro. Essas trocas ajudam para motivar e superar esse momento difícil que estamos passando", afirma. O próprio maratonista viveu na pele dias complicados após ter sido contaminado pelo coronavírus. "Quando eu falo sobre isso, fico muito emocionado. Eu venci a Covid-19 mas, quando eu enfrentei essa doença, muitas coisas passaram pela minha cabeça. Eu jamais poderia aceitar que um dia eu tivesse que parar de correr devido à sequelas do vírus, o que a gente sabe que pode acontecer. Eu tenho uma boa saúde, uma performance cardíaca ótima, mas eu tive todos os sintomas e para mim foi muito difícil aceitar que eu estava naquela situação", relembra. Certamente Rogério não deve ser o único maratonista a correr a Green Runners Week após superar a Covid-19. Até o fechamento desta reportagem, a competição contava com 55 mil participantes. Os organizadores se deram o objetivo de reunir 60 mil corredores, como aconteceu na última maratona de Paris, realizada em 2019.

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